A corrente da bike é um item que merece atenção especial, já que a quebra ou o mau funcionamento dela podem trazer sérias consequências para o ciclista. Além do risco de tombos e machucados, uma corrente desgastada pode danificar o cassete e as coroas.

Para ajudar a manter a segurança do ciclista e a durabilidade da bike, neste post vamos ensinar a identificar o momento certo de trocar a corrente e apresentar algumas dicas úteis sobre desgaste e manutenção. Acompanhe conosco! 

Quais são os fatores que desgastam a corrente da bike?

É inevitável: com o passar do tempo e com o intenso uso, a corrente vai sofrendo desgaste, esticando e perdendo a capacidade do encaixe perfeito na engrenagem. Esse processo é natural e se deve ao atrito entre as partes metálicas da bicicleta.

Entretanto, determinados fatores podem agravar a deterioração. O clima da região onde o ciclista costuma pedalar, a performance dele e a maneira como são feitas a limpeza e a manutenção da peça são algumas das causas que alteram a durabilidade de uma corrente. 

Além disso, a prática de modalidades específicas de ciclismo, tais como o MTB, já provoca um desgaste mais rápido da corrente. Isso ocorre devido às características da pista, que conta com lama, umidade, areia, poeira e outros elementos que atacam a proteção da peça. 

Em suma, esses são os fatores que mais influenciam na deterioração:

  • lubrificação;
  • limpeza e manutenção;
  • peso do usuário;
  • estilo de pedalada (passista ou socador) e performance do ciclista;
  • relevo da pista;
  • clima da região;
  • quilometragem.

Como saber se chegou o momento de trocar a corrente?

Bom, com tantos fatores operando para o desgaste da corrente, como saber qual o momento certo de realizar a troca? Muitas pessoas acreditam que sempre que a bike alcançar mil quilômetros rodados, uma corrente nova deve ser comprada. 

Entretanto, essa “regra” nem sempre é válida, uma vez que, como dissemos, a durabilidade está ligada a diversos outros fatores relacionados ao uso e à manutenção. O jeito mais eficaz de saber se é chegada a hora de realizar a troca, portanto, é medindo o quanto a corrente se dilatou.

Você pode fazer isso de diversas formas. Uma delas é comprar uma corrente nova e compará-la com a antiga. Também é possível levar a bike até um mecânico. Mas a maneira mais indicada para os ciclistas que pedalam com frequência é adquirir uma ferramenta específica para medir a dilatação.

Tais ferramentas são simples de usar, não fazem sujeira e possuem um bom custo-benefício. Os preços variam de fabricante para fabricante e costumam ser de R$ 40 a R$ 160. 

Com a ferramenta em mãos, é preciso saber como analisar os valores que aparecem no medidor. Se ele indicar que houve dilatação de 0,5% significa que a corrente deve ser substituída. Vale ressaltar que, se a porcentagem for maior do que 0,7%, o cassete também precisa ser trocado. Fique atento nas dicas abaixo:

  • correntes esticadas (além do tamanho original) entre 0,5 e 0,7% indicam que elas devem ser substituídas imediatamente; 
  • para valores acima de 0,7%, o recomendado é realizar a troca conjunta da corrente e do cassete;
  • correntes dilatadas em mais de 1% oferecem riscos de quebra e falhas no funcionamento, comprometendo a segurança do ciclista

Quais são os cuidados necessários no momento da troca?

Percebeu que chegou o momento de trocar a corrente? A atenção não para por aqui! Também há cuidados específicos para tomar na hora de escolher o modelo que mais se adéqua à sua bike. 

O primeiro ponto a ser observado é a compatibilidade. Você pode não saber, mas é cada vez mais comum comprar uma corrente nova e continuar tendo os mesmos problemas, como escapadas e patinadas durante as pedaladas. 

Isso ocorre porque o modelo escolhido pode não ser compatível com os componentes que já existem em sua bike. Embora muitos fabricantes garantam que suas correntes se adaptam perfeitamente com outras peças, especialistas afirmam ser mais seguro fazer a compra do kit completo, que inclui todos os itens de transmissão (coroa, cassete, pinhões etc.).

O ideal é que você procure auxílio de um profissional e respeite as orientações do fabricante em relação à compatibilidade das peças e à maneira de fazer o fechamento.

Outro ponto importante para prestar atenção é com relação ao tamanho e à largura da corrente. O que é definido, entre outros fatores, pelo número de coroas e pelo comprimento do triângulo. Para facilitar a sua vida, existem calculadoras on-line capazes de fazer uma estimativa bastante precisa desses dados. Esses recursos são excelentes para você ter uma base, mas lembre-se de que é sempre importante procurar ajuda de um mecânico especializado em bike.

Como conservar a minha corrente? 

Com a nova corrente da bike comprada, chegou o momento de você aprender a conservá-la para que ela dure o maior tempo possível. Para isso, separamos algumas dicas simples e práticas. Confira!

Limpeza 

Para manter a corrente sempre conservada, a limpeza é tão importante quanto a lubrificação. Lembre-se de que esse componente acumula poeira e outros materiais abrasivos que contribuem para acelerar o desgaste natural.

Veja um passo a passo de uma higienização correta:

  1. Separe os materiais de limpeza: desengraxante (querosene, diesel, produtos à base de frutas cítricas etc.), pincel, escova de dentes e sabão em pó (pode ser um detergente neutro);
  2. Aplique o desengraxante em um pincel e passe o produto por todo o sistema de transmissão (corrente, coroas, câmbios e cassete);
  3. Esfregue cuidadosamente a escova de dentes por toda a área;
  4. Enxágue;
  5. Encha um balde com um pouco de sabão em pó diluído em água;
  6. Aplique essa solução na corrente com o auxílio da escova;
  7. Deixe agir por 10 minutos e enxágue novamente.

Lubrificação

Com o sistema de transmissão limpo, o próximo passo é a lubrificação. Depois que a corrente estiver completamente seca, coloque um pouco de lubrificante em cada um dos elos. Em seguida, retire o excesso de óleo com um pano seco e limpo. 

Vale ressaltar que é muito importante escolher um produto próprio para bicicleta: jamais lubrifique com óleo automotivo, graxa ou outros. Utilize um lubrificante seco para períodos de estiagem e um úmido para as épocas chuvosas. 

E então, gostou do nosso artigo sobre troca e conservação da corrente da bike? Caso tenha alguma dica para acrescentar ou dúvida para ser solucionada, escreva nos comentários e compartilhe conosco!