Criada no começo do século XIX, a primeira bicicleta só ganhou esse nome algumas décadas depois de seu lançamento, lá por volta de 1847. Atualmente, o veículo é a pedida ideal — tanto para o lazer quando para a locomoção.

Apesar desse bom uso, nos últimos anos também cresceu a quantidade de mitos sobre bicicleta. Algo que não ajuda em nada para sua popularização.

Mas será que algum dos mitos sobre as bikes possui fundamento? Quais são os que mais ouvimos por aí? São esses e outros pontos que vamos esclarecer por aqui. Acompanhe e entenda melhor!

1. Pedalar prejudica a fertilidade

Esse provavelmente é um dos maiores (ou o maior) mito a respeito do ciclismo. Mas ele não nasceu do nada.

Para o caso das mulheres, houve recentemente um estudo publicado pela Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que relacionava a perda de sensibilidade na área genital com a prática do pedal.

No entanto, outras pesquisas que vieram mais adiante refutaram essa ideia, mostrando que o estudo da universidade havia entrevistado poucas mulheres e que o possível problema poderia ser facilmente resolvido com o ajuste do guidão em relação ao banco.

Já no caso dos homens, vira e mexe também aparecem estudos fazendo associações entre a disfunção erétil e o ciclismo, no entanto, nada disso foi devidamente confirmado até hoje.

2. Quem trabalha usando roupa social não pode ir de bike para o trabalho

“Ah, mas advogados e empresários, por exemplo, não podem ir trabalhar de bike. Como eles vão fazer com os ternos?”. Simples: é só pedalar por uma distância de até 6 km.

De acordo com várias pesquisas, essa distância é o limite para você conseguir chegar, em meios urbanos, mais rápido do que de carro ao destino e ainda evitar o suor.

3. Qualquer bicicleta serve para pedalar

Não é bem assim que funciona. Por exemplo: se você quer ir de bike ao trabalho, mas precisa atravessar um grande trajeto, talvez a melhor pedida seja uma bicicleta dobrável. Assim você pode usar o metrô em uma parte do caminho e o pedal em outra.

As mountain bikes (as mais vendidas no Brasil) também podem ser usadas nos meios urbanos, no entanto, são nos terrenos acidentados que elas se dão melhor. As speed são aquelas de roda mais fina e as preferidas por quem deseja ter uma melhor velocidade no asfalto e não pensa em pegar estrada de terra.

4. Quem anda de bicicleta não paga pelo asfalto

Está aí um mito extremamente difundido por quem não gosta de ciclistas, mas que é facilmente refutado.

Impostos como o IPTU são levados para os cofres do município e aí, de lá, teoricamente, são usados para a realização de reformas no trânsito local ou até nas redes de esgoto. Ou seja: não é só o IPVA que é transformado em piche fresco nas ruas.

E quem é que paga este tal Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU)? Qualquer pessoa que possui ou aluga um imóvel, tendo ou não um carro na garagem. Logo, ciclistas também pagam para pedalar no asfalto.

5. Ciclistas devem pedalar nas calçadas

Segundo o Art. 58. do nosso código de trânsito, “nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores”.

Ou seja: lugar de bike é na rua!

Como você viu por aqui, mesmo depois de muito tempo, ainda existem vários mitos sobre bicicleta que precisam ser esclarecidos. Porém, nada como uma pesquisa após a outra para deixar tudo bem claro, não é mesmo?

Ah, e se você gostou do texto, aproveite para ler também sobre a mística por trás da camisa rosa!