São muitos os ciclistas que, depois de uma atividade física intensa, acabam enfrentando a temida fadiga muscular.

Infelizmente, essa condição apresentada por nossos tecidos musculares depois do esforço interfere com grande efeito no desempenho, atrapalhando, até mesmo, em pedaladas leves de um simples aquecimento.

Entenda, neste post, como ocorre a fadiga muscular, conhecendo seus tipos e aprendendo técnicas infalíveis para evitar o cansaço após uma prova. Confira!

O que é a fadiga muscular

A fadiga muscular é uma sensação de cansaço, dor e desgaste, que ocorre após uma atividade física de intensidade, provocando uma queda de desempenho e a incapacidade de manter determinado exercício com a mesma potência.

Como ela ocorre

A condição de fadiga muscular geralmente é atingida quando um músculo é posto sob alto esforço e com um período de descanso incorreto.

Acontece muito quando os ciclistas tentam aumentar seu desempenho em uma prova, exigindo mais do que o corpo pode oferecer. Ela pode ainda estar associada a diversos fatores, como: armazenamento de glicogênio, temperatura ambiente e corporal, metabolismo respiratório e estado psicológico do atleta em questão.

Tipos de fadiga muscular

Especialistas da área classificam a fadiga muscular em dois graus distintos, de acordo com a situação enfrentada pelo atleta. A fadiga pode ser do tipo crônica ou aguda.

A crônica ocorre quando a recuperação de várias atividades físicas praticadas em um período não se dá por completo e o músculo se mantém sempre desgastado. É conhecida como overtraining no mundo esportivo.

O outro tipo de fadiga é a aguda, que se refere à incapacidade de realizar um esforço por conta de alterações fisiológicas ou metabólicas que ocorrem no organismo.

Esse tipo de fadiga é dividido em outros dois: central, associado às alterações provindas do sistema nervoso, e periférica, relacionada a processos metabólicos, como déficit de reabsorção de cálcio, disfunções dos potenciais elétricos na fibra muscular e alteração na liberação ou armazenamento de compostos orgânicos na corrente sanguínea.

Técnicas para evitar o cansaço após uma prova

Algumas técnicas usadas por ciclistas são infalíveis para evitar ou reverter de forma saudável a fadiga muscular. Separamos para você as cinco mais eficazes.

1. Aposte na crioterapia

A imersão dos músculos em uma banheira cheia de gelo é uma técnica antiga, mas totalmente eficaz.

Quando a área lesionada entra em contato com o gelo, ocorre a vasoconstrição e o sangue é submetido a um processo de filtragem que elimina resíduos tóxicos das fibras musculares.

2. Faça massagens locais

Uma massagem própria para recuperação muscular é excelente, visto que não só ajuda no relaxamento muscular, como cessa a inflamação local.

O ideal é que sejam feitas massagens 10 minutos após cada treino, tirando também a tensão e a ansiedade do atleta.

3. Alongue os músculos sempre

É muito importante que sejam feitos alongamentos dos músculos antes e depois de uma atividade física intensa.

Músculos flexionados trabalham melhor e as chances de lesões locais causadas por esforço das fibras diminui consideravelmente. Alongue, no mínimo, por 10 minutos antes e depois de cada prova.

4. Respeite o seu corpo

Uma dica indispensável e igualmente importante é saber respeitar os limites do seu corpo. Vencer barreiras e desafios faz parte do esporte, mas seu organismo deve evoluir aos poucos e a carga imposta a ele deve ser gradativa.

Force um pouco a cada dia, com a ajuda do orientador físico ou treinador e, com o tempo, automaticamente, você perceberá um aumento natural de desempenho.

5. Preste atenção aos sinais do seu organismo

A fadiga muscular vem acompanhada de muitos sintomas. O nosso corpo nos dá avisos quando algo está errado.

Portanto, fique atento à sua frequência cardíaca em repouso, assim como seu peso corporal, imunidade e performance durante os treinos.

A fadiga muscular é muito comum entre os ciclistas e, quando ela vem, o segredo é não desanimar. Busque descansar corretamente o corpo e siga as nossas dicas para evitá-la. Somado a isso, não se esqueça da importância dos treinamentos e da hidratação, fatores indispensáveis para um ciclista de alta performance.

Se você gostou deste texto, não deixe de ler nosso post sobre a importância da hidratação para ciclistas!