O ciclismo é um esporte que demanda um grande preparo físico e mental do atleta. Seja qual for a modalidade, é necessário que o praticante esteja em total sintonia com o seu corpo e com a sua mente, caso contrário, o rendimento pode cair consideravelmente durante a prova.

Neste post, nós falaremos um pouco sobre a fisiologia do ciclismo para que você entenda melhor como o seu corpo reage e se adapta às demandas físicas exigidas por esse esporte fantástico!

Importante ressaltar que só serão abordadas algumas noções básicas. Para um treinamento adequado (e seguro), é importante procurar um profissional da área.

Está interessado para saber mais sobre o assunto? Continue lendo!

O Limiar Aeróbico (ou L1)

O Limiar Aeróbico é a parte da prova (ou do seu treinamento) em que a intensidade não ultrapassa 70% do batimento cardíaco máximo.

Nessa zona, o seu corpo consegue reutilizar o lactato (ácido lático) que é produzido a partir da metabolização do glicogênio muscular, que é uma das principais fontes de energia durante o esforço da atividade.

Isso significa dizer, em termos mais simples, que você consegue manter um ritmo estável em uma intensidade moderada por longos períodos de tempo. A típica “queimação” que é sentida na musculatura nesse momento é muito baixa e, portanto, apenas um leve desconforto é sentido pelo praticante.

O L1 faz grande parte do seu treinamento e desenvolvimento no esporte. Esse é um dos alicerces que você deve se atentar para desenvolver a sua capacidade cardiovascular.

O Limiar Anaeróbico (ou L2)

O Limiar Anaeróbico é quando a intensidade da atividade é aumentada. Nessa fase, a produção de lactato na musculatura é maior e o corpo passa a ter dificuldades para absorver esse resíduo químico.

Essa zona é considerada como ponto de equilíbrio entre a produção e a utilização do ácido lático, o que significa dizer que é o ponto de maior intensidade que o atleta consegue manter por um período de tempo moderado.

Quando a intensidade do exercício ultrapassa esse limiar, a fadiga muscular começa a se tornar cada vez maior, o que consequentemente resulta na diminuição do rendimento físico durante a prova.

O L2 é importantíssimo para que treinos intervalados e de alta intensidade sejam desenvolvidos de maneira correta.

O Limiar Funcional de Potência (ou FTP)

O FTP é a potência máxima que um atleta consegue manter de forma constante por um determinado período de tempo. Normalmente, o FTP é “medido” em hora.

A aferição do limiar funcional de potência é essencial para que as zonas de intensidade sejam identificadas da forma correta. Cada praticante possui individualidades quanto ao seu rendimento físico e, por essa razão, o FTP é uma importante ferramenta para a criação de novos treinamentos.

Uma boa maneira de medir o seu FTP é realizando um treino de alta intensidade por pelo menos 20 minutos. Esse treino deve ter intensidade máxima e constante. Após esse tempo, recomenda-se subtrair 5% da potência média obtida para chegar ao seu Limiar Funcional de Potência.

A Capacidade Aeróbica VO2 Max (ou L3)

A capacidade aeróbica é a aferição da quantidade total de oxigênio que o organismo consegue absorver durante a prática de um exercício físico, que, no nosso caso, é o ciclismo.

Quanto maior for a capacidade aeróbica de um atleta, maior será a sua capacidade de rendimento esportivo em alta intensidade.

Uma das melhores maneiras de aumentar o seu VO2 máximo é realizando treinos intervalados de alta intensidade. Durante os “tiros” é recomendado que o praticante dê o máximo de si para que o estímulo seja o suficiente para que a adaptação — melhora na sua capacidade aeróbica — ocorra no menor tempo possível.

A partir de um teste ergoespirométrico, é possível medir com exatidão a capacidade cardiovascular do atleta, o que possibilita determinar com maior exatidão o limiar aeróbico e o limiar anaeróbico.

Esse foi o nosso artigo com algumas noções básicas de fisiologia do ciclismo! Esperamos que você tenha gostado! Ficou com alguma dúvida? Comente!