Se você pratica um treino regular de ciclismo, pode ter passado por uma fase em que percebe uma redução da sua performance. Esse é o famoso e temido efeito platô. Quando ele dá sinais em seu treinamento, é hora de agir para recuperar o ritmo.

A boa notícia é que existem algumas técnicas para você superar ou mesmo evitar essa fase, caso ainda não tenha passado por ela. Veja, a seguir, três dessas técnicas para manter seu rendimento em dia e mandar o efeito platô para longe!

O efeito platô e suas consequências

À medida que você se dedica a treinos regulares de ciclismo, seu corpo tem uma melhora de desempenho regular. Pouco a pouco, você começa a sentir melhoras de rendimento; os caminhos que exigiam mais fôlego são vencidos sem maiores dificuldades.

O problema é que o organismo começa a se adaptar com esse estímulo e com o tempo o efeito platô se instala. Se você mantém sua rotina, segue um plano de dieta ideal para o seu treino e, mesmo assim, os resultados não evoluem, você pode ter estagnado sua performance por essas razões: seu volume e intensidade de treino estão inadequadas ou você alcançou seu limite potencial.

Aumente o volume e a intensidade do seu treinamento

Se o volume de seu treinamento tem sido constante ou inferior ao seu objetivo e capacidade, você tem grandes chances de atingir o indesejável efeito platô.

Para melhorar seu condicionamento físico e, consequentemente, sua performance, você precisa aumentar o volume e a intensidade do seu treino.

O primeiro passo é rever seu planejamento esportivo. Vá aumentando gradualmente a distância percorrida e a intensidade das pedaladas. Caso não consiga cumprir uma rotina de treinamento de ciclismo, você pode optar pela prática de outras atividades, como natação, corrida e até mesmo a musculação, para manter o condicionamento cardiorrespiratório.

Evite o overtraining

Alguns esportistas costumam praticar o princípio da sobrecarga progressiva além do ideal para superar o efeito platô. Os adeptos dessa técnica acreditam que uma carga de treinamento excessiva faz com que o corpo se adapte cada vez mais a um volume maior de treinamento.

Um dos riscos dessa prática é o overtraining, também conhecido como super treinamento ou sobretreinamento.

Além do efeito platô, o overtraining tem outras consequências vividas por muitos ciclistas, que não conseguem identificar o problema logo de cara: alterações da frequência cardíaca, perda de condicionamento físico para vencer trechos que eram cumpridos com facilidade, impossibilidade de se recuperar do cansaço da atividade. Se você pratica um treino médio de até 20 horas e reconheceu um desses sintomas, reveja seu treinamento.

Sobrecarga e estresse são etapas do exercício e não devem ser eliminadas. O grande problema está em ignorar a necessidade do corpo para a recuperação pós-treino. Lembre-se de que quanto mais você exagerar, maior será o período longe do ciclismo.

Para evitar esse problema, uma dica é alternar semanas de treinamento intenso e outra de ritmo mais baixo, com pedaladas em baixa intensidade, para a regeneração dos músculos. E também dedicação à alimentação e rotina de sono.

Siga firme!

Quanto mais avançado ficar seu treino, mais difícil será perceber melhoras de performance significativas. Caso perca um dia de atividade, não tente recuperar pedalando além do seu limite no treino seguinte, ou ainda ignorar o descanso pós-treino.

Mas também não é o caso de desistir. Seja um ciclista amador ou profissional, o importante é ter em mente que a melhora de desempenho é gradual e, por isso, as metas e objetivos devem ser realistas, para que você possa progredir e superar seus limites a cada treinamento.

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